O mistério das cinco janelas e três homens (Leia)

O mistério das cinco janelas e três homens

Vânia T. F. (1980) – São Paulo – SP
Transcrito por Anna Riglane

Esta é a inesquecível transa que eu quero esquecer. Ou será que não quero?
Enquanto não me decido, pergunto como pode uma coisa tão boba, tão idiota, resultar na transa mais fantástica e mais perigosa da minha vida?
Na verdade, foram transas, uma tarde de transas, e tudo começou com uma verdadeira idiotice minha, depois que briguei com o marido e fui morar, temporariamente, com a minha irmã, cunhado e sobrinhos, num apartamento num ponto mais central da cidade.
Coincidiu que era o início de dois meses que eu tinha de férias vencidas no serviço e mudei, solteirinha da silva… quer dizer, solteirona. Algo dizia que a separação era temporária também, como de fato foi.
Solteirona, digo, avançada na idade, mas em boa forma física, e um corpo que, modéstia à parte, ainda bate muitas moçoilas por aí. Mas nem por isso eu imaginava qualquer aventura, por menor que fosse… e tive uma das grandes. Aliás, praticamente a única aventura da minha vida.
E como já falei, tudo por causa de uma coisinha idiota e sem o menor sentido.
Vou tentar explicar.
Logo nas primeiras noites, e dormindo com a janela do meu quarto aberta, tive a minha atenção voltada para um edifício, uma espécie de salão com cinco janelas enfileiradas, e cujas luzes permaneciam acesas até não sei exatamente que horas, pois eu dormia antes.
Mas o que me chamou a atenção, na verdade, foi que, durante o dia claro, por mais que eu tentasse, não conseguia localizar o salão, não via as janelas enfileiradas. E acho que foi pela absoluta falta do que fazer que comecei a prestar atenção nas cinco janelas durante a noite, e, durante o dia, tentar visualizar o respectivo edifício.
Foi coisa de mais de uma semana. Eu sabia que o salão era um prédio próximo, por causa da intensidade das luzes, mas não conseguia identificá-lo.
E foi mesmo por falta do que fazer que, certo dia, voltando do mercado, passei pela rua onde eu acreditava ficar o salão, parei o carro e fiquei ali uns cinco minutos ou mais, olhando tudo em volta, mas sem conseguir ainda identificar nada.
No mesmo dia, mas tarde um pouco, passei mais de quinze minutos, ou parada ou rodando devagar sempre num curto trecho da rua… e nada.
No terceiro dia, estava parada à sombra de uma árvore, olhando e olhando, quando, subitamente, a porta do passageiro abriu e entrou um homem com uma arma na mão.
Um homem não… um homenzarrão, nem precisava daquela arma para me intimidar como intimidou, a ponto de eu quase mijar nas calças.
Que merda eu fiz! Pensei no ato. Por causa de uma idiotice, olha no que fui me meter.
Sob as ordens do brutamontes com cara de poucos amigos, desci do carro, atravessei a rua, e entrei por um corredor cumprido, onde fui dar num salão que parecia ou era uma academia.
E fui dar mesmo, pois o grandalhão me conduziu até dois outros homens, esses de tamanho normal, falou que era eu quem andava bisbilhotando por ali… e saiu, dizendo que mais tarde ia voltar para me fazer confessar.
– Confessar o quê? – perguntei para os dois, assim que o outro saiu.
– Sei lá! – respondeu um deles, meio com fala de bêbado. – Mas acho que é para confessar por quê você anda espionando a gente.
– Espionando…! Mas não estou espionando nada, é só por causa das janelas, é que… – eu falava e, se não me segurasse, mijava ao mesmo tempo.
Uns quinze minutos depois eu estava implorando pela minha vida, prometendo a eles qualquer coisa em troca da minha liberdade.
– Qualquer coisa? Então beba um pouco para se acalmar. – disse o outro homem, também visivelmente alterado. Falou e me deu um copo de bebida.
– Mas eu não bebo e…
– Beba! – ele ordenou, quase gritando. – Beba, que depois vamos comer a sua bunda
– Isso não! – gritei, chorei, nem sei direto, pois eu já estava em descontrole total.
Mas… eu tinha escolha?
– Você não falou que faz qualquer coisa? Beba mais! Beba…! Beba…!
Nunca tinha bebido antes, nunca tinha dado a bunda, nunca tinha pensado em beber, nunca tinha pensado em dar para estranhos. Falei que eu dava para os dois, mas perguntei se não podia ser apenas no tradicional.
– O tradicional também… e beba mais um pouco. – um deles falou, já abrindo a calça.
– O tradicional e o traseiro… bebe que assim você sente menos. – falou o outro.
– Mas primeiro uma boa chupada. – disse o primeiro, já sem as calças… e com um enorme pau super duro. Achei enorme.
Fiquei pelada também, me fizeram ficar. Fiquei ajoelhada sobre um colchonete, me deram mais bebida e dois paus para eu pegar, chupar, enfiar tudo, quase na garganta.
– O seu eu não consigo. – falei, implorando, para aquele do enorme pau.
– Tá certo. Minha mulher também não consegue engolir tudo. – ele falou.
– Mas no cu ela engole tudo, não engole? – falou e perguntou o outro.
– Tá falando isso da minha mulher, cara? – perguntou, bravo, o do enorme pau.
– Claro que não! Estou falando da dona aqui, vai chupar gostoso e depois engolir tudo… na buceta e no cu. Não é? – perguntou para mim.
– É…! – falei, pondo-me a pegar, chupar, lamber as bolas.
Eu não queria gozar, mas como, não gozar…
Nem me perguntem o que rolou nas quase duas horas em que estive em poder dos homens. Acho que nem nas mais férteis imaginações sexuais acontece o que aconteceu entre nós três. Os caras só tomavam o cuidado de não encostar os paus um no outro, o que foi até bom (ou não), pois do contrário teriam enfiado os dois ao mesmo tempo na minha boca, na minha xana, no meu…
Não enfiaram ao mesmo tempo num mesmo buraco, mas enfiaram em dois buracos. Eu chupando um, o outro comendo a minha xana. Eu chupando o outro, e o um comendo o meu cu. Um comendo a minha xana, o outro comendo o meu cu… os dois juntos.
Como não gozar?
Como não desmaiar de tanto sexo?
(..)
Acordei, vi que os dois estavam dormindo ou caídos de bêbados, vesti a calça, nem lembrei da calcinha, vesti a blusa, o sapato, saí de lá meio cambaleando, a cabeça pesada.
Nem sei, pois não lembro, como foi que cheguei no prédio, coloquei o carro numa vaga ali perto, passei pela portaria, subi até o apartamento.
Pensava num banho, mas caí na cama. E só bem mais tarde, já escuro, é que acordei para o banho, para o jantar, com aquela cara de ressaca, irmã e cunhado zoando, dizendo que era saudade do marido, fui deitar.
E lá estavam aquelas cinco janelas enfileiradas.
Fechei a janela, resolvi esquecer o mistério do edifício que sumia durante o dia, nem queria mais saber quem eram aqueles homens, o que faziam ali.
Mas consegui?
Naquela noite dormi feito pedra, não querendo pensar em nada, mas já na noite seguinte, relembrando aqueles momentos com aqueles dois homens, meus dedos trabalhando onde deviam…
Eu queria esquecer, mas não consigo.


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