Quando o porteiro come a síndica (Leia)

Quando o porteiro come a síndica

Paulo Sérgio S. (1989)
Taboão da Serra – SP

Não é sempre que eu como a dona Simara, dona de quatro apartamentos e síndica do prédio onde trabalho como porteiro desde que eu tinha 20 anos. Hoje tenho 32.
Mas é quase todo dia, e seria todo dia se eu quisesse, que ela me ou me bate uma uma punheta ou me faz um boquete ou deixa eu gozar nas suas coxas.
Por várias vezes, inclusive, como aconteceu na semana passada, quase fomos pegos nos fundos da garagem do edifício. Fomos pegos, na verdade, só não viram que era ela quem estava me chupando atrás do carro. E quando foram me dedurar pra ela, a síndica, ela tratou de abafar o caso e continuar me mantendo no emprego.
Ela nem é doida de me mandar embora, e nem eu peço a conta. Nesses doze anos já ganhei muito dinheiro fazendo reparos fora do meu horário de serviço, paguei a minha faculdade, e também já acumulei várias histórias para contar… solteiras, casadas, se é que me entendem.
A dona Simara foi, da minha lista, a mais difícil e também a mais fácil. Hoje é feijão com arroz, como quando eu quiser, mas antes, a mulher que é casada e toda cheia de respeito ao lado do marido, não me dava a mínima, me olhava sempre de cima, como se eu fosse um joão ninguém.
Mas o joão ninguém via as coisas acontecendo, quem saía toda arrumada em certos dias do mês, quem chegava de carro e era deixada na rua debaixo, quem recebia visitas quando o marido não estava… várias delas pediam o meu silêncio, e eu silenciava, é claro.
– Dá pra mim que eu fico caladinho.
Mas, eu doido para comer a dona Simara e ela parecia a mais reta das mulheres, não fazia nada de diferente, sempre recebia a visita de uma amiga ou outra, mas homem, só o marido mesmo.
Aí ela me chama para trocar um ventilador de teto do quarto do casal do apartamento onde ela mora. Baixou-me o espírito da capetice e instalei um microfone… da portaria eu ficava ouvindo o que acontecia por lá.
Pena que o meu turno é na parte da tarde e eu nunca conseguia ouvir ela transando com o marido. Se eu trabalhasse à noite.
Mas, certa tarde, ouvi ela transando com uma mulher. Não pude acreditar, mas uma das visitas que ela recebia, uma mulher, era a sua amante… dona Simara pescava na outra margem do rio, eu não podia acreditar.
Mas tinha de acreditar, porque aquela sua amiga aparecia quase toda semana e sempre que aparecia eu ouvia os gemidos da dona Simara… só da dona Simara.
Isso me deixou invocado porque também dou meus gemidos quando transo… quer dizer, não é só a mulher que geme.
Ou será que…?
Certo dia tive um estalo, pedi para um colega me render, saí atrás da amiga da dona Simara quando ela deixou o prédio e… pimba. Foi só ela entrar no carro estacionado na rua de baixo e já foi tirando a peruca, a blusa… era homem.
Um homem que não gemia, e que aparecia quase toda semana, só para me deixar nervoso, pois mesmo sabendo do lance, eu não tinha como exigir alguma coisa da mulher. Eu nem sabia direito o que estava acontecendo.
Até que, numa certa quarta-feira, a mulher-homem compareceu, logo começaram os gemidos da dona Simara, e ela já estava pegando fogo quando vi o marido entrando com o carro na garagem.
É hoje! – pensei, enquanto pegava o interfone.
– O que foi? Está me ligando por que? Não pode falar depois?
– Seu marido, acaba de entrar no prédio, está manobrando o carro para estacionar na vaga…
– Ai meu Deus! – ela gritou, desligando o telefone, e acho que nem ouviu direito tudo o que eu disse.
Minutos depois vi mulher-homem passar assustada pela portaria, saindo do prédio.
– Obrigada, viu. – me disse a dona Simara, no dia seguinte, depois de adentrar a cabine da portaria. Mas falou sem olhar para mim.
– Obrigada, é? Só isso?
– Como assim? O que você está pensando?
– Estou pensando que eu mereço ser recompensado.
– É…? E o que você quer?
– Quero me vestir de mulher.
– Vá esperando. – ela disse, saindo.
Mas, menos de uma hora depois, ela voltou.
– Venha mais cedo amanhã para arrumar o meu chuveiro.
Isso foi há quase um ano. No início eu ia quase todo dia arrumar alguma coisa pra ela, num dia ia eu, no outro ia a mulher-homem. Mas depois fomos rareando os encontros na cama e passei a me contentar com boquetes, punhetas, encoxadas.
As encoxadas são mais raras, mas não há coisa mais gostosa que ela me batendo uma punheta ali mesmo, na portaria, do que ela me chupando, agachada atrás de um carro, ou de vê-la circulando pelo prédio com as coxas cheias de porra… é até mais gostoso que na cama.


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