Salvo por um enxaguante bucal… o corno violentamente armado (Leia)

Salvo por um enxaguante bucal… o corno violentamente armado

Sampaio (1987) – Rio de Janeiro – RJ

Transcrito por: Anna Riglane

Essa eu vou contar rapidinho, porque ainda estou meio assustado.

Por pouco, mas muito pouco mesmo, não deixo uma viúva e dois filhos órfãos. Fui salvo ou me salvei com um frasco de enxaguante bucal.

Passei quase três meses (era para ser mais) trabalhando à noite na supervisão da reforma em um supermercado e lá conheci a Neli (muito fictício), que trabalhava como segurança e saía por volta das 23 horas, horário que eu chegava.

Ela é (quase que não era mais) uma morena super bonita, super gostosa, e supersimpática… confundi a sua simpatia com outra coisa, dei uma cantada, ela me deixou com a cara no chão, mas depois, quando fomos acertar as coisas, me falou que era casada, que tinha muito respeito pelo marido, que não podia atender às minhas pretensões, mas que aceitava tomar um chope comigo antes de ir para casa.

Era uma semana de muito calor, o chope ia bem, o bate-papo também, e o convite para repetir na semana seguinte foi logo aceito. Na terceira semana, antes de adentrar no seu carro, deu-me um sorriso daqueles, e um beijo que prometia mais, muito mais.

Pelos dois meses seguintes a promessa se cumpriu, num hotelzinho não muito longe do supermercado… e eu matava algumas horas de serviço e sacaneava a minha esposa, grudado naquele corpão delicioso da Neli, sempre com muita fome de sexo.

– Meu marido passa quase o tempo todo na corporação, quase nem existo pra ele.

Eu devia ter perguntado em qual corporação o marido trabalhava, o que ele fazia. Mas não perguntei, nem mesmo quando ela me propôs ir à sua casa, seu apartamento, visto que o hotelzinho era muito perto do mercado e podíamos ser vistos.

Matei toda uma noite de serviço, dormindo na cama da Neli… quer dizer, fazendo tudo, comendo, recomendo, tricomendo, de frente, de ré, de quatro pé… menos dormir. Passei outra noite, outra noite, e nessa última eu quase morri.

Me sentindo, já, dono do pedaço, comi, recomi, tricomi, de frente, de ré, que quatro pé, dormi, acordei, comi outra vez, agora no banheiro, pois resolvi tomar um banho, enquanto ela ia preparar o café da manhã.

Estava eu lá, no box sob o chuveiro, peladão da silva, cantarolando quando, de repente, ouvi uns gritos do mais puro pânico, uns tiros de gelar o cu, e logo apareceu o vulto do nervosinho do outro lado do vidro … um corno com uniforme de policial e uma arma em cada mão.

Eu sabia que vidro não segura bala e que o outro também podia ver o meu vulto… eu só não sabia se cagava ou se rezava, enquanto repassava toda a minha vida na memória, minha esposa, meus filhos, a família toda, amigos…

Minha sorte foi que o corno queria me encarar nos olhos, sentir a minha expressão de pavor, atirar na minha cara.

Não fosse esse capricho macabro da parte dele eu teria morrido ali mesmo, pois no que ele abriu o box, sentei-lhe o frasco de enxaguante, acertou a quina bem no olho. Deve ter doído pra cacete, pois ele gemeu, xingou, deus uns quatro tiros sem ver pra onde, mas eu já tinha passado por ele, juntado uma toalha e já corria pela escadaria do prédio… um escândalo só.

Consegui pegar o carro e cheguei em casa dizendo que havia sido assaltado. Quase perdi a vida, a Neli também, pois conseguiu sobreviver aos tiros que levou.


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