Precisava eu querer comer mais uma vez?(Leia)

Precisava eu querer comer mais uma vez?

Jarbas J. T. F. (1993)
Vila Gustavo – São Paulo – SP

Por causa da pandemia do Covid-19 já ia pra mais de ano que eu quase não via o meu primo Roberto. Desde o final de 2019, quando terminamos juntos a faculdade, até o começo de 2021, quase que só falávamos por telefone ou zap, recordando nossas aventuras na faculdade, as meninas que azarávamos, e também comentávamos os nossos planos para 2020, as viagens que pretendíamos fazer, tudo desfeito por conta do isolamento social.
– Só que agora… – ele me dizia pelo telefone. – Mesmo que acabe a quarentena, acabaram as nossas saídas… vou casar.
– Você… casar!? Tá pirado na groselha, primo?
– Pirei não. Tudo tem a sua hora, não é?
– Tem… quer dizer, acho que tem. Mas por que casar assim tão de repente? Que eu saiba você nem estava namorando.
– Estava sim… a Luana… desde o primeiro ano… não lembra?
– Lembro, claro! Mas lembro também que ela tinha terminado com você, depois que te pegou na cama com aquelas duas do curso de Letras. Ela não queria nem te ver, nem ouvir falar de você.
– Pois é! Mas a gente se acertou, estamos numa boa, e resolvemos casar… vou sossegar.
– Poxa! Perdi um companheiro de farra.
– Mas vai ser o meu padrinho.
– Anh!
E foi nessa de aceitar o convite para ser padrinho, e acertar os pormenores, que, em janeiro deste ano (2021), aproveitando alguns dias de flexibilização na quarentena, acabamos nos reunindo os três num restaurante, o meu primo Roberto, a Luana, noiva dele, e eu.
A Luana se formou com a gente, é uma moça super bonita e também super gostosa, mas nunca que eu tinha feito esses elogios pra ela, simplesmente porque desde o primeiro ano o primo viu, grudou, ficou, comeu, gostou, e engatou um namoro dos mais sérios… quer dizer, não tão sério assim, pelo menos da parte dele, porque a gente aprontava muito, pegava um bocado de garotas… até que, já desconfiada, a Luana deu um flagrante nele, no apartamento dele, com duas estudantes de letras. Pegou na cama , os três peladões, com gemeção, risos e tudo o mais, e por mais de ano não falava com ele e nem comigo, mesmo os três ainda estudando na mesma classe.
E ela continuava linda. Compareceu ao encontro usando um vestido longo e bastante decotado. Sentada à minha frente, eu não tinha como deixar de admirar a parte exposta dos seus seios, principalmente quando ela se curvava sobre a mesa e formava aquele vão maior entre o tecido e o seu corpo… quer dizer, os seus peitos.
Grande primo, grande amigo! Eu ficava me condenando, por não conseguir controlar o meu olhar e, menos ainda, os meus pensamentos. Eu já estava comendo a menina, e se o primo falasse que ia querer um carro zero quilômetro como presente de casamento acho que eu até concordaria, de tanto que eu já nem prestava atenção na nossa conversa.
Exagero?
Não.
Principalmente depois que senti um leve toque na minha perna e deduzi, pelas nossas posições, que só podia ter sido o pé da Luana.
Acidente… incidente… sem querer…?
Claro!
Por qual outro motivo ela tocaria a minha perna por debaixo da mesa?
Só podia mesmo ter sido sem querer, mas isso não me impediu de soltar mais ainda a imaginação e já estar até sentindo ela se esforçar para levantar disfarçadamente o pé até me tocar na região genital… no saco.
E se ela realmente me tocasse, iria sentir o meu pau já mais que duro… só de imaginar.
Mas ela não tocou. No meu pau ela não tocou, só tocou na minha canela, esfregou o seu pezinho sem o sapato, deixou encostado, esfregou mais… tudo isso sem olhar para mim, degustando a sua comida, bebendo o seu vinho.
Eu fazia a mesma coisa… quer dizer, nem olhava mais pra ela, com medo de denunciar o meu pau cada vez mais duro… imaginando a sua xana encharcada de umidade.
Que situação!
Aquilo continuou por algum tempo, até que o primo deu uma ajeitada de corpo na cadeira, ela se assustou, retirou o pé, e não me tocou mais, até o fim do jantar.
Só voltou a me tocar de modo diferente na hora da despedida, quando cometemos a imprudência sanitária de trocarmos longos abraços, primeiro com o primo, depois com ela… abraço, aperto de mão, e aquele mais que convidativo dedo fura-bolo esfregando na palma da minha mão. Tive de me afastar, virar o corpo, andar de lado, tudo para que o primo não percebesse o circo armado.
Circo na calça, circo na situação.
Vim embora para casa, comecei a cair na real, não acreditava que a Luana estivesse a fim de dar pra mim, e menos ainda eu queria acreditar que eu estivesse a fim de comer ela.
Era a noiva do meu primo, pô! Futura mulher dele.
Passei quase uma semana de ouvido na chamada do telefone, de olho no Whatsapp, e-mail… nada. Com certeza a menina tinha feito tudo aquilo sob efeito da bebida, já nem lembrava mais. Mas ela tinha tomado apenas uma taça de vinho e, pelo que eu sei, em outros tempos, nas nossas saídas, ela tomava muito mais e nunca ficava tão alterada.
Lembro que ela, assim como eu e o primo, ficava, sim, mais alegre, mais solta, mas nunca saía dos limites. E também nunca me dava qualquer pinta de que queria alguma coisa comigo. Dançamos muitas vezes, nos vimos quase pelados no apartamento, da praia, dei carona a ela outras tantas vezes, e era sempre aquele beijinho no rosto, coisa de uma boa amiga, nada mais.
Por certo, então, havia alguma coisa de errado naquele comportamento dela no restaurante, e nem ia me procurar para esclarecer, já nem lembrava mais.
E então, num certo sábado, logo depois das duas horas da tarde, sem nem um telefonema, sem nem um zap, apenas um porteiro anunciando que uma moça chamada Luana estava na portaria.
– Pode subir. – cheguei a gritar, e o meu pau subiu também.
Um minuto, cinquenta e seis segundos e mais uns tiquinhos de pura ansiedade e dúvidas, já com a certeza de que o primo estava com ela, rezando um pai nosso seguido de outro para que ela estivesse só.
Ela estava só.
Estava só e sem nem sequer me dar chance de perguntar do primo, já foi me abraçando e beijando… na boca.
Estava possessa, sexualmente possessa, nem se preocupou em perguntar se eu estava com mais alguém, nem me deixou jeito para falar do meu medo de que o primo pudesse aparecer.
E se eles tivessem combinado se encontrar ali, no meu apertamento? Talvez o primo já estivese chegando também e ela só vieram na frente para aproveitar algum tempinho comigo, deixar mais claras as suas intenções.
Seria isso?
– Menina… você está sem roupa!
Não. Ela não estava sem roupa, ainda não. Só havia tirado a camiseta e estava abrindo o zíper para tirar a calça.
Seus seios, seus peitos… seus lindos peitos à mostra, meu pau trincando.
Mas o que ela estava fazendo?
O que eu estava fazendo?
Quem estava ali tirando a roupa era a Luana, a noiva do meu primo.
Quem estava ali era uma mulher já só de calcinha, tirando a minha roupa… uma mulher sedenta por sexo, transpirando desejo por todos os seus poros, uma mulher que era só umidade, senti quando ela juntou com as duas mãos o meu pau, quando espalmei a mão na sua xota, enfiei o dedo, fui carregado para a cama.
Tudo bem… vai ser uma rapidinha, pensei. Depois a gente se veste e quando o primo chegar estaremos na maior inocência.
Ela só foi se vestir quando já passava das seis da tarde.
Meio que já anoitecia. Sentado na cama, eu via ela ir buscar as nossas roupas que haviam ficado na porta, via ela vestindo a calcinha, ajeitando no corpo…
Foi nesse momento que fiz um balanço, uma comparação… a Luana que conheci e com quem convivi durante quase quatro anos, e a Luana que estava ali, que esteve comigo na cama por quase quatro horas.
A Luana que era uma menina super recatada, contida no seu vestir e, como eu imaginava, nas suas manobras sexuais, e a Luana nua, pelada, na cama, sob o meu corpo, em cima do meu corpo, de quatro, cavalgando, chupando, se abrindo para ser chupada…
– Põe um pouquinho nele…!
Que pedido doce!
O pouquinho foi tudo, até o saco, foi meia hora ou quase da mais pura loucura.
Já vi menina gostar de sexo anal, mas como ela eu nunca tinha visto, gozou e me fez gozar tresloucadamente.
Vivemos momentos tão loucos e tão intensos que eu já nem me preocupava mais se o primo chegasse.
Que chegasse!
Que nos pegasse ali, peladões!
Foda-se!
Só lá pelo terceiro ou quarto descanso é que ela me informou que ele havia viajado para levar convites aos parentes no interior.
Parentes, dele e meus também, convites, camento… e eu comendo a noiva. Achei que ialgumas coisas precisavam ser esclarecidas, fiz perguntas, e a sua quase única resposta me deixou desconcertado.
– Estou aqui… quer dizer, estive aqui com você nessa tarde porque estava com vontade… sempre tive muita vontade de você… Mas espere aí! Nada de ficar todo gaboso, achando que é o único irresistível gostosão… tá cheio de irrexistíveis gostosões por aí.
– Mas você vai casar e…
– Vou casar, mas não vou me capar… Entendeu?

(…)

Entendi… entendi claramente.
Ela foi embora e figuei pensando no primo, não conseguia parar de pensar nele… corno já antes de casar, corno depois de casado.
Em parte, essa revelação da Luana aliviava um pouco a minha culpa, o meu peso na consciêcia, pois sabia que não era o único que tinha comido. Mas a questão é que eu não podia deixar o primo casar com ela, não queria um primo corno?
Mas como avisá-lo disso?
Pior, como avisar sem revelar que eu também tinha enfeitado a testa dele? Por certo ele me espancaria até aleijar, no mínimo.
Passei dias e dias pensando, remoendo a situação, o casamento marcado para abril, só um pequeno evento entre a família, o primo corno…
A única possível solução que encontrei foi fazer o primo dar um flagrante nela… não comigo, evidentemente. E foi assim que, ao invés de fazer o meu home office em tempo integral, passei a vigiar a Luana, seguir seus passos, até descobrir que ela tinha um ficante fixo, que ia na casa dela toda semana, sempre quando ela estava sozinha.
Pronto! Era só armar o primo, denunciar o encontro, levar ele a pegar no flagra.
Mas…
Foi aí que me fodi.
De repente me bateu que eu não ia entregar a menina sem antes dar pelo menos mais uma com ela… o tesão era grande, a vontade me fazia fugir do racional.
E foi fugindo do racional, e sabendo que ela ia receber o ficante na quinta-feira, que dei um jeito de trazê-la até o meu AP na quarta… uma tarde toda, maior fodeção, eu só pensando na cara dela no dia seguinte, quando o noivo a pegasse na cama com outro.
Mas o noivo a pegou naquele dia mesmo.
Estava com a Luana no maior frango assado, ela quase gozando pela terceira vez, quando levantei a cabeça e vi a silueta do primo na porta.
Ela nem gozou, o pau brochou na hora.
Na verdade, brochou tudo, o casamento, a amizade com o primo, as relações entre as famílias.
Eu tinha esquecido que o primo tinha a chave do meu apartamento… Ele até tinha zapeado, avisando que ia, mas eu tinha desligado o telefone.
Precisava eu querer comer mais uma vez?


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