Se você nunca deu pro Tatu, você nunca transou (Leia)

Se você nunca deu pro Tatu, você nunca transou

Estou ansiosa para contar esse meu acontecimento, mas nem sei bem por qual razão, se para expressar o meu êxtase ou se para falar da minha indignação pela grande diferença entre a minha filha e eu… ou entre eu e ela.
E também a grande diferença entre o meu segundo marido (o primeiro também) e o Tatu!
– Não é tatu animal, mãe. É Tatoo de tatuador. Eu fui fazer uma tatuagem com ele, a gente rolou, vem rolando, e posso te garantir que eu nunca tinha transado antes dele.
– Como não, filha? Só os que eu sei já são uns seis ou sete pelo menos.
– Mas nenhum deles é igual ao Tatoo, nenhum faz igual. Você precisa conhecer, experimentar… eu te empresto ele, mas só uma vez, hem! – ela me disse um dia, brincando, é claro.
– Para com essa conversa, menina! Esqueceu que estou casada, e bem casada? E esqueceu também do Leandro?
– O que tem o Leandro?
– Como assim o que tem o Leandro? Faz um ano e pouco que vocês estão juntos, ele passa todos os finais de semana com você, adora o seu filho…
– Sei, mãe. Mas a gente só está ficando… e além disso, não tem como eu esquecer o Tatoo… deu pra ele uma vez, quer dar sempre

(…)

E assim a vida prosseguia.
Me explicando. Em 2020 fiz quarenta e cinco anos, o que quer dizer que vivi a minha adolescência numa época meio termo, isto é, quando as meninas já eram um tanto liberadas, mas nem tanto quanto as de hoje, como a minha filha, por exemplo, que sassarica desde novinha, andou um tempo casada, teve um filho, separou, e agora sassarica mais do que nunca. Não que ela seja uma libertina sem decoro, nada disso. Apenas ela tem, ou se dá, a liberdade de transar com quem ela estiver a fim… com os seus amigos, por exemplo.
– Que amizade é essa, minha filha?
– Ora mãe! Amizade com umas enroscadinhas de vez em quando é uma super amizade… muito mais deliciosa.
Quem me dera ser assim! Já tive e tenho muitos amigos, e nunca transei com nenhum deles. Será que eu teria coragem?
Está certo que fui uma daquelas adolescentes mais liberadas, mas liberei por amor, e para um só… engravidei com 15 anos, tive essa minha filha, depois outra, me separei aos 26, me casei novamente (casamento mesmo) aos 29, e estamos juntos até hoje, com mais uma filha.
Quer dizer, só conheço… conhecia três homens até a primeira segunda-feira deste ano (2021). Meus únicos três homens era os pais das minhas filhas, e um colega de trabalho com quem andei sassaricando quando estava solteira, e foi por amor, pois eu me interessava muito por ele, até descobrir que era casado. E só fiquei sabendo disso no dia que a mulher dele descobriu que ele andava pulando a cerca… pegou a gente na saída do motel. Que vergonha! Nem quero contar.
Mas o que eu quero dizer é que eu nunca tinha transado só por transar… e nunca que eu tinha dado uma puladinha de cerca.
Tatu, Tatoo, Tatinho… Que tanto a minha filha fala nesse Tatoo! E que tanto ela enfeita a cabeça do Leandro com esse Tatoo!
O coitado do Leandro é cheio de amores e boas intenções com ela, ajuda ela num monte de coisas, vive manifestando interesse em morarem juntos, quer cuidar do filho dela… e nem faz ideia dos chifres que leva. Ele mora longe, trabalha das duas da tarde à meia noite, e só pode visitá-la nos finais de semana… chega sempre no sábado logo cedinho, vai ajudá-la com a feira, o mercado.
E ela… já vi, e não foi uma vez só, ele chegar no sábado abraçando e beijando, sem desconfiar que não fazia nem meia hora que o outro havia saído, depois de passar a noite com ela.
Sei disso e de muitas coisas mais porque moramos próximas e, além disso, ela tem uma vizinha fofoqueira que sempre corre a me contar tudo.
– Filha… o Leandro não merece isso.
– Que nada, mãe! Vai dizer que ele também não tem os cachos dele.
– Mas ele pode descobrir e…
– Eu sei… isso até me preocupa um pouco. Mas sempre tomo cuidado e…
– E o quê…?
– Não dá pra resistir, né, mãe. O Tatoo é foda. Entendeu? Ele é foda.
Fazer o quê? Desde quando a gente consegue colocar alguma coisa na cabeça dos filhos?

(…)

Mas então…
Minha filha passou todo o natal e o ano novo com o Leandro e a família dele numa chácara, enquanto que o meu neto ficou uma semana comigo e outras duas na casa do pai.
Eu tinha viajado para a praia com o marido e as filhas, mas deixei eles lá e voltei no domingo, porque precisava trabalhar na segunda-feira… aquela segunda-feira.
Minha filha tinha chegado de viagem com o Leandro no sábado, e ele só foi embora na segunda-feira cedo, enquanto ela saía para trabalhar.
Do trabalho ela passou na minha casa, jantou comigo, e logo foi embora, dizendo que precisava dar uma ajeitada na casa porque tinha visita.
– Visita, filha… o Tatoo?
– É, mãe… ele vem me ver.
– Vem te ver… Mas filha, você esteve todos esses dias com o Leandro, ele foi embora hoje de manhã… e você já vai… vai com o outro…?
– Vontade, né, mãe… todo esse tempo sem…
Tá certa ela. – cheguei a pensar, mas isso só depois de a condenar por estar enganando o Leandro.
Mas por falar em Leandro… ela estava saindo da minha casa quando ele chegou.
– Houve um acidente lá no serviço, fui dispensado, então vim fazer uma surpresa para a minha morena (como ele a chama).
Eles se foram, mas não sem antes ela me lançar um olhar de sufoco, tipo “o que eu faço, agora, se o outro chegar”.
Se vira, espertinha… foi o olhar que devolvi pra ela.
Mas mãe é mãe, e não me sosseguei, achei até que não ia dormir, sempre conferindo da minha janela se o Tatoo não encostava lá com a sua moto, as horas foram passando, cheguei a por a camisola para me deitar, mas fui dar mais uma conferida e… sorte, vejo a moto do Tatoo virando a esquina e passando em frente à minha casa.
Só que nesse momento, eu já estava no portão, chamando ele, dizendo que queria falar com ele.
– Falar o quê… aconteceu alguma coisa?
– Não, mas… entra! Guarda a moto aqui no quintal…
– Guardar a moto… Mas o que aconteceu? Me fala! Por favor… o que aconteceu?
E agora, como eu ia sair da situação?
E na falta de saber o que fazer ou dizer…
– Não aconteceu nada, mas vai acontecer… quer dizer, pode acontecer… Entra!
E falei isso de modo automático… e foi no automático também que juntei e ergui alguns centímetros a barra da minha camisola.
Ele olhou para as minhas coxas, empurrou a moto para dentro do quintal…
O bandido posicionou a moto e já foi passando a mão na minha bunda antes mesmo de entrarmos na casa. Sorte que nenhum vizinho viu… acho que ninguém viu.
E dentro de casa eu já não tinha mais como voltar atrás… se é que eu queria parar com aquilo.
Parar com as suas pegadas nos meus peitos, suas chupadas, mordidas…
Parar com a sua mão já dento da minha calcinha, pegando a minha xana, apertando, massageando, seu dedo me penetrando… dedão enorme, lá no fundo…
Parar com o seu outro dedo no meu… no meu cu, fuçando, atolando, me fazendo escapar alguns gemidos, gritos…
Parar?
Mas acho que eu não pararia mais nem que o meu marido aparecesse ali na minha frente. Ô rapaz encapetado, endiabrado, tarado… e que me deixava tarada também, nem sei se por estar mexendo em tudo ao mesmo tempo ou se pela rapidez com que mexia.
Eu já nem sabia mais onde o meu tesão era maior, se nos peitos, se na xana, se no cu…
E o cu foi a primeira coisa que o desgraçado me comeu. Não sei de onde ele tirou um tubo de gel (acho que estava levando para comer o cu da minha filha), mas quando me dei conta ele já tinha lambuzando todo o pau, lambuzado toda a minha bunda… já estava sentado no sofá e me puxava de costas, me fazendo sentar, sentar… até o saco… ganhei duas bolas.
– Menino! Que loucura é essa? – eu queria falar, tentei falar, mas nem consegui falar direito, tão gotoso aquele pau atolado no meu rabo.
Eu já tinha dado o rabo antes, várias vezes, mas o meu rabo sempre foi comido já no final, depois daquelas duas ou, até, três vezes na xana… quer dizer, quando eu levava atrás já estava praticamente sem energia, era gostoso, mas não era.
Mas com o Tatu ou Tatoo a coisa foi bem diferente, me enrabou no auge do meu tesão, e do tesão dele também.
Resultado: ficou ardendo por mais de três dias, de tanto que subi e desci o corpo fazendo aquela piroca deslizar no meu cu. E se não bastasse, ele ainda me colocou de quatro e ficou socando por mais um tempão.
– Para! – pedi, num certo momento, já sem forças, quase desmaiada, apagando sobre o sofá.
– Não quer um pouco nela? – ele perguntou.
– Que jeito, menino, que jeito?
Descansamos, ele desistiu de ir ver a minha filha, foi embora para casa, fui dormir.
No dia seguinte contei a ela como eu a tinha salvado de levar um flagrante e ela riu de mim.
– Conta outra, mãe. Você estava era a fim de dar pra ele também. Afinal, o Tatoo é o meu ficante e não o meu oficial. Que flagrante ele iria dar?
Sei não… mas acho que ela estava com um pouco de razão, um pouco, não, bastante.

 


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