Sobrenatural – O gato preto… e a disfunção erétil passageira (Leia)

Carlos A. T. (1990) – São Paulo – SP
Transcrito por Anna Riglane

 

Este é um fato que me aconteceu há três anos… podem falar que não tem nada de sobrenatural e que, simplesmente, brochei, mas quem não brocharia?
Por meio de uma amiga minha, conheci a Tatiana, uma morena bonita, simpática, refinada, e que havia separado do marido simplesmente porque o cara era o oposto dela… grosseirão, mandão, e que por várias vezes tinha agredido ela.
Ela tem uma filha pequena dele, e na época tinha 3 anos. O cara não queria nem saber da criança e ela nem fazia questão da pensão… trabalhava, ganhava bem, criava a filha praticamente sozinha, apenas com uma ajuda da mãe para tomar conta.
Começamos a sair, mas só sair mesmo, e só fomos falar em transar um bom tempo depois, quando já nos sentíamos ligados um ao outro.
Ela morava sozinha, perto da casa da mãe, e deixou a filha lá, para que pudéssemos dormir juntos. Mas ninguém dormiu, e não foi por causa das transas, não, porque, simplesmente, não transamos, não conseguimos… eu não consegui.
Duas coisas havia acontecido naquela semana, antes do nosso sábado.
Primeiro ela tinha recebido a notícia de que o ex-marido havia se envolvido numa briga e estava no hospital, em coma, todo furado de faca.
Segundo, ela já tinha um gato um malhado em casa e, na sexta-feira havia recolhido um outro gato, todo preto, que tinha encontrado abandonado na frente da casa.
E nos “preparamentos” para a nossa noite de amor, tudo corria bem, enquanto ainda comíamos uma pizza, a não ser pelo gato preto, que ficava o tempo olhando para o topo de um armário que ela tem na sala.
– Dizem que os animais veem coisas que nós não vemos. – ela comentou.
– É… mas o que será que ele vê, o que tanto ele olha? – eu perguntava, e até me preocupava, pois o bicho estava agindo de forma muito estranha mesmo.
E depois que abrimos um vinho, sentamos lado a lado, e começamos a beber e trocar uns beijinhos, a coisa ficou um pouco mais preocupante. Ficamos observando os gatos e fazendo alguns comentários, mas o vinho foi fazendo o seu efeito e começamos a trocar nossas observações por carícias mais quentes… mãos nos seios, seios de fora, mãos nas coxas, já chegando na calcinha…
Credo em cruz mangalô três vezes!
Nem tínhamos visto os gatos subirem no armário, mas, de repente, começou uma briga dos infernos lá em cima. Era briga mesmo, coisa feia de se ver, o que nos fez parar tudo, levantar e ficar olhando, sem poder fazer nada, até que o gato malhado, vencido, caísse do armário,
– É que eles estão se estranhando, briga por território, o seu gato estava aqui primeiro… – fui falando essas coisas, tentando explicar a situação, mas a verdade e que eu já estava um tanto nervoso… alguma coisa me causava um certo medo.
E a coisa… quer dizer, a minha cisma, o meu medo, só piorou quando tentamos recomeçar o nosso love… e eu já não conseguia mais esquecer do gato. E o gato, lá de cima do armário, não esquecia de mim, ficava me olhando fixamente, sem piscar. ERA UM OLHAR QUE ME DAVA MEDO.
Resumindo a situação… a Tatiana passou bem uns quarenta minutos ou mais fazendo de tudo para me reanimar (vocês entendem), mas o elemento nem deu sinal de vida. Quanto mais ela me acariciava, quanto mais punha na boca, mais o gato m olhava, mais eu não tirava o olho dele, mais eu sentia que a qualquer momento ele ia pular pra cima de mim.
Faltava pouco para meia noite quando peguei o caminho da minha casa, com a forte sensação de que eu não devi mais voltar a ver moça.
E não voltei mesmo.
Conversamos, tempos depois, e ela me contou que o gato havia desaparecido logo no dia seguinte, falou em uma nova tentativa, mas achei melhor não…

Sei lá!

Vai que o gato aparece por lá outra vez.

 


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