Uma tarde na piscina com priminha Jade (Leia)

Anderson B. F. (1995) – Fortaleza – CE

Transcrito por Anna Riglane

 

Certas coisas parecem estar escritas para acontecer e, de um jeito ou de outro elas acabam acontecendo.

Em pleno verão, sol e praia, gatas e mais gatas, o que eu menos queria era sair de Fortaleza, onde vivo já faz oito anos, e que adotei como minha cidade. Mesmo com o isolamento social imposto pela pandemia, as praias fervem, os hotéis, os motéis fervem… não é aglomeração, normalmente duas pessoas em cada aposento, às vezes três, quatro.

O que eu mais gosto é ferver também, mas os meus pais, que vieram morar comigo, queriam visitar outros filhos e alguns netos em São Paulo, chegaram a comprar as passagens de avião, mas os voos foram suspensos, cancelados, e sobrou pra mim.

Acontece que sou piloto comercial de helicóptero, trabalho para uma grande multinacional, sou queridinho da diretoria, da diretora, mais exatamente, e ela, sabendo da história, não só autorizou como ainda ordenou que eu levasse os velhos.

– Leva eles e aproveita. – ela disse.

– Aproveitar o quê? – perguntei, e me perguntava, com o pensamento fixo nas gatas de Fortaleza e, além disso, sabendo que seria uma viagem muito longa para um helicóptero.

Mas não teve jeito, tive de assumir a viagem e, se não bastasse, ainda fazer uma escala no Rio de Janeiro para apanhar a priminha Jade, uma gracinha de menina com quem eu brincava na minha infância, e com quem eu brincava na nossa adolescência, mais dela do que minha, pois tenho sete anos mais que ela.

Agora ela é a primona Jade e assim que pousei para apanhá-la comecei a sentir que a viagem iria valer a pena.

Quando eu era molecão e ela molequinha, a gente brincava muito na piscina da fazenda, eu era o salva-vidas dela e a salvava sempre. Mas agora, com seus 18 aninhos, e um corpão de embandeirar às pás do rotor principal, talvez ela já não precisasse de salva-vidas, mesmo porque, fiquei logo sabendo, tinha um namorado grudado nela o tempo todo. E que namorado não grudaria?

Mas estavam separados… quer dizer, ela tinha passado uns dias no Rio, na casa de uma tia nossa, e ele estava em Mato Grosso, com os tios deles… os dois iriam se encontrar na fazenda, em Pardinho, São Paulo. Eles e a família toda.

Pousei em Congonhas, chegamos nos parentes… e sabe paixão como é! Pelos cálculos, o comedor… quer dizer, o namorado da prima com os seus chegariam na fazenda por por volta das 13 horas, vindos num avião de pequeno porte e completando o trajeto de carro. E a prima queria porque queria já estar lá nesse horário, não queria nem saber de ir com o restante da nossa família, mais tarde, de carro.

– Me leva, primo! Me leva, primo! Me leva… te dou um beijo…

Imagina se eu não ia levar! Ia, nem que fosse empurrando o helicóptero.

Subimos sobre os céus de São Paulo, agora, sim… só nós dois na aeronave, ela no banco ao lado…

– Meu beijo, prima.

– Lá eu dou.

– Dá?

– O beijo… e é no rosto, viu?

– Nem se atreva. Pouso naquele mato ali e te largo.

– Você não faria isso.

Com certeza eu não faria mesmo. Ao contrário, eu queria mais era pousar com ela na fazenda, ganhar o beijo, na boca, e, quem sabe, se houvesse tempo, dar uns pegas bem gostosos… meu tanque estava cheio, combustível sólido, duro.

Ainda em voo, recebemos a “triste” notícia de que o voo do corno… quer dizer, do namorado dela tivera um problema e só chegariam de noitinha.

Falei corno, porque eu já estava comendo a prima… na minha imaginação e no pulsar do meu pau, a gente já tinha dado umas quatro… e ela me chupava com a maior gostosura.

Continuamos a curta viagem conversando, brincando, e nos perguntando sobre o que fazer, até que chegasse todo o pessoal.

– Aceita sugestão, prima?

– Fica quieto, primo!

A sugestão maior veio quando sobrevoei o local, procurando um terreno para pousar, e vimos a água cristalina e, com certeza, bem morna, da piscina.

– Pena que a minha roupa de banho só vem depois.

– Pra que roupa de banho, prima? Vai de calcinha e sutiã mesmo.

– É… mas estou sem sutiã.

– Então vai sem nada. Eu não olho não, prometo.

Rimos, pousamos, demos uma visão geral no local, na casa, vimos que estávamos protegidos por altos muros e vegetação. Fui até um barzinho e uma geladeira na varanda da casa… bebida de sobra, que peguei pra mim e pra ela e que fomos bebericando conforme andávamos de um lado para outro. Ela dizia que nunca tinha bebido antes, a não ser refrigerantes, mas que a bebida estava gostosa e deixando ela tonta.

Que bom! – pensei, como um menino mau, enquanto também ia sentindo os efeitos da vódica com guaraná.

– Primo! – ela gritou, quando me viu só de cueca.

– Tira também! – fui falando e puxando a roupa dela, até ficar só a calcinha, quando, então, ela pulou na água, dizendo que não ia tirar.

Pulei atrás e iniciamos uma verdadeira briga até eu tirar a sua calcinha… coisa que, na verdade, ela mais queria que eu fizesse, pois foi só ficar completamente pelada para me juntar nos beijos, nos abraços, nas pernas enroscadas, na falta de camisinha…

Transamos sem camisinha mesmo. Começamos na borda da piscina, ela meio do lado de fora, eu dentro, pegando por trás. Depois subimos para o piso, emendamos num papai e mamãe, depois numa cavalgada.

E assim fomos pela tarde, brincando na água, correndo em volta da piscina, transando, assaltando a comida que os caseiros haviam deixado na geladeira, transando e, é claro, caindo num sono profundo, dormindo mesmo, pelo efeito da bebida e pelo tanto que transamos.

Mas conversamos e fizemos outras coisas também.

– Lembra naqueles tempos, prima? A gente brincava aqui…

– É… Naquele tempo você me sodomizava, isso sim. Vai dizer que não lembra?

– Como vou lembrar dessa coisa aí que nem sei o que é?

– Claro que sabe! Dentro da Kombi velha do nosso avô?

– Lembro, claro! Mas lá eu comia a sua bundinha, só isso.

– Então… aquilo era sodomia.

– E que tal eu comer agora?

– Bem que estou com vontade, mas precisa gel, você tem?

– Tenho não. Mas naquele tempo a gente não usava gel, nem sabia que existia.

– Mas usava vaselina. Lembra que você pegava na farmácia do tio?

 

(…)

 

De noite, quando o pessoal chegou, e o namorado dela também, a prima ficou me controlando meio às escondidas, para eu não beber.

– Mas o que é isso, prima? Uma noite linda dessa, todo mundo em festa, e não vou poder beber…!?

– Depois você começa falar demais e…

O namorado chegou junto, nossa conversa mudou, fui pegar um violão para cantar algumas músicas… e olhar para a prima, lembrar daquela tarde, sua xaninha apertadinha, seu cuzinho mais apertadinho ainda, levando a seco, coitada, só no cuspe…

 


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