Transando na saída de emergência do metrô (Leia)

Armando G. V (1997) – São Paulo – SP

Transcrito por Anna Riglane

 

metroPessoal… este relato é fictício, tá?

Ou será que não é?

De repente a moça pode ser demitida… é fictício, sim.

(…)

Aconteceu no ano de 2019, lá pelo mês de setembro.

Moro na Chácara Inglesa, próximo à estação Praça da Árvore do Metrô, sempre embarco ali em direção à Paulista, mas por um curto período de tempo andei fazendo o oposto, isto é, tomando o rumo da estação Jabaquara e descendo na estação Conceição.

Quando eu ia para a Paulista, sempre embarcava sozinho, porque precisava sair de casa mais cedo, mas quando passei a embarcar no sentido oposto, podia sair mais tarde um pouco e aproveitava para ir com a minha namorada, que também mora perto, na avenida Bosque da Saúde.

E aí vem o caso.

Enquanto eu passava pela estação sozinho, nada de diferente me aconteceu, mas bastou eu aparecer com a namorada para receber alguns olhares de uma funcionária do metrô.

Na primeira vez pensei que fosse apenas coincidência, que os olhares nem eram para mim ou, então, que ela estivesse me confundindo com outra pessoa. Mas os dias passavam, eu e a minha namorada passávamos, e a funcionária olhava-nos.

E já não eram mais engano, era secagem mesmo, tipo comendo com os olhos, eu tinha até de disfarçar para a minha namorada não ver. E disfarçava porque também olhava… E quem não olharia? Uma menina bonita, corpo bem definido, nada de excesso nem de falta… coisinha boa pra comer.

E como sou bicho homem, mesmo gostando muito da minha namorada não vi mal algum em chegar na menina, só para variar um pouco. Fiz isso num dia em que a namorada não foi junto e… conversinha, conversinha…, pouca conversa na verdade…

– Saio às 10 (22:00hs)… venha aqui, me espere na plataforma 2.

– Plataforma 2?

– A que vai para o Jabaquara.

Meio complicado pra mim, lugar muito exposto, amigos, vizinhos, irmãos da namorada passando… mas, mesmo assim, um pouco antes das dez da noite eu estava lá, circulando pela plataforma de embarque, como quem não quer nada, e logo ela apareceu.

Eu não sabia exatamente o que estava para acontecer entre a gente, se era só mais papo ou se íamos partir pra briga, mas torcia para que fosse cama mesmo, assim, já, sem maiores rodeios. E pensando nisso, lembrei dos hotéis ali por perto, na avenida Bosque da Saúde… muito arriscado demais. Tinha de ser mais longe, mais oculto.

Um trem parou e ela me fez entrar.

– Não posso ficar por aqui.

– Nem eu… mas aonde a gente vai?

– Pensei numa coisa… vamos ver se dá certo.

Ela não me explicou que coisa era, mas logo na estação seguinte, Saúde, me fez desembarcar, pediu um tempo enquanto olhava de um lado para outro… e então me puxou para dentro do túnel.

Eu não sabia, mas tem uma plataforma pequena, tipo uma passarela, que vai por todo o túnel ou, pelo menos, até uma abertura que dá para uma escada e que saí para a rua… quer dizer, não saía, havia um portão de grade trancado, mas dava para ver a avenida Jabaquara, a Rua Ibituruna… mas nem fiquei olhando muito.

O caso é que eu estava um tanto assustado ou, no mínimo, aparvalhado, desde que ela me fez entrar no túnel e me puxou pela mão, quase correndo. Só sosseguei quando, alguns segundos após chegarmos naquela espécie de torre, ela já foi logo jogando a mochila no chão, tirando a calça, tirando a calcinha…

– Não tenho muito tempo… daqui a pouco o meu marido vai me pegar lá na estação.

Onde eu fui me meter? – eu me perguntei, mas logo não perguntei mais, quando ela mesma tirou minha calça e minha cueca, colocou tudo junto com a sua roupa sobre a mochila, e me grudou no abraço.

Na verdade, ela me grudou no abraço, no pernaço, nos cochaços, nos peitaços (erguendo nossas camisetas), nos bocaços e nos bucetaços… Falo assim porque, sinceridade, não encontro outra maneira para descrever a fúria com que a moça me atacou. Talvez se eu disse que ela me comeu e não o contrário, fica melhor explicado.

E comeu mesmo. Depois de alguns segundos de beijos e esfregações, sua buceta molhada deixando o meu pau cada vez mais duro, ela sacou não sei de onde uma camisinha, desembalou com rapidez incrível e, com rapidez mais incrível ainda colocou no meu pau, se grudou na parede, meio pendurada na grade, me puxou com as pernas… e me engoliu.

Vou morrer metendo. – pensei.

Nunca eu tinha visto coisa igual, e menos ainda eu tinha ouvido gritos e gemidos tão… tão nem sei o que. Eu temia até que gente passando na rua pudesse ouvir. Mas não ouviram ou acho que ninguém ouviu, simplesmente porque ela só gritava nos momentos certos, quando passava um trem lá em baixo e fazia um barulho e uma ventania maior que os seus gritos.

Buceta apertada!

Eu gozei, ela gozou, ela gozou, virou de costas, pediu mais, gozou mais, gozei… e com a mesma rapidez com que havia começado a me comer, ela me largou, desengatou, procurou a calcinha, me deu minha roupa.

-Você é louca! – falei.

– Acho que sim. Mas o caso é que preciso mesmo ir embora logo, meu marido é muito ciumento. Vamos! – foi falando, ainda ajeitando a calça no corpo.

– Por que a gente não vai pela rua? – perguntei.

– Tá louco? Além de precisar andar muito, tem alarme no portão, vão ver que foi aberto. Isso aqui só pode ser usado no caso de emergência, se o trem parar no túnel e precisar evacuar os passageiros.

– Interessante. – fui falando, já sendo puxado por ela naquela passarela.

Chegamos de volta à estação Saúde, saímos na plataforma de embarque, mas tínhamos de passar pra o outro lado para pegar o trem rumo à Praça da Árvore, ela pediu que fizéssemos isso separados, como se nem nos conhecêssemos.

Mal nos juntamos do outro lado depois, já no trem, falei que tinha sido tudo muito surpreendente, muito bom, mas que eu queria mesmo era passar algumas horas com ela num motel ou hotel, com calma… transar bastante…

– Você leva a sua namorada? – ela perguntou.

Primeiro pensei que ela estivesse de zoeira, só perguntando da minha namorada para me lembrar que eu a havia traído. Mas algumas palavras depois, meio às pressas, pois já estávamos para desembarcar, entendi que ela fez aquela loucura toda comigo, só porque queria mesmo era transar com a minha namorada.

Falei que ia falar com ela e nos separamos já subindo a escada… nem nos conhecíamos, ela foi ter com o marido, eu peguei a avenida Bosque…

 


Encontre mais contos eróticos da Anna Riglane também na

amazon

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s