O poderoso pó de buceta (Assine)

O poderoso pó de buceta

Anônimo

Birigui – SP

Não sei se alguém vai acreditar, mas…

Muita gente não tem fé, não acredita em certas coisas, certos acontecimentos, mas a verdade é que, como já se diz faz tempo, existe muito muito mais entre o céu e a terra do que pode supor a nossa vã filosofia, como, por exemplo, o pó de buceta.

Melhor contar os fatos do que tentar explicar.

Juliano, 32 anos de idade, casado desde os 20, era o tipo de sujeito fiel por imposição da natureza, pois, se de um lado não possuía nenhum atrativo físico para as mulheres… que dizer, era feio que doía, do mesmo lado era o sujeito mais tímido e mais sem sorte que já habitou esse planeta… não pegava ninguém.

Nos seus tempos de oitava série e de colégio foi apaixonado, apaixonadíssimo, por uma menina chamada Maria Izabel, tinha amizade com ela, nunca foi distratado por ela, mas nunca teve coragem de declarar a sua mais sincera paixão. Via a menina começar seus namoricos com outros meninos, sofria com isso, mas sofria calado. O tempo os afastou, mas tudo indica que ele nunca a esqueceu de verdade, mesmo se casando com outra.

Muito se perguntou como foi que Juliano conseguiu arrumar uma namorada e casar, e muito se explicou que foi coisa meio natural, convivência na igreja, conivência das famílias ou, na verdade, aquele tipo de namoro e casamento quer acontece de forma espontânea.

Por isso e tudo o mais, Juliano era fiel e comportado, o que não significa dizer que nas suas andanças oníricas ele não andava pegando meio mundo, desde a aquela irmã boazuda da igreja, casada com o pastor, até a sua própria cunhada, que também tinha um corpo bastante atraente.

O homem sonhava com a cunhada, com a irmã da igreja, com a irmã da irmã da igreja… quer dizer, com todas, mas mantinha os seus desejos nos sonhos apenas, não saía disso, não se arriscava a dar um passo em falso… afinal, era tímido, era feio, e era pobre.

Pobre homem!

Tanta fidelidade para, num certo dia, chegar em casa num momento em que não devia chegar e encontrar a sua esposa aos gritos e gemidos, sobre a cama do casal, com outro homem… alguém lá da igreja.

Juliano sentiu o sangue ferver e a única coisa que lhe ocorreu foi pegar a arma que mantinha escondida no guarda roupa e dar cabo da vida dos dois.

Entretidos na sacanagem, o casal sequer percebeu a presença de Juliano no quarto. O homem já havia atingido o seu gozo e se esforçava, então, para fazer a mulher gozar também… ela estava próxima de chegar lá, gemia, gritava, pedia para ele ir mais rápido, mais fundo.

Dois tiros.

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