Passageiras do voo 7102 (Assine)

Passageiras do voo 7102

Rômulo F. Q. (1991)

Santana – São Paulo – SP

Não sou nenhum chantagista, mas, se fosse, poderia estar rico, com o cu cheio de dinheiro, como muitos políticos por aí.

Mas, como prefiro a vida honesta, precisei economizar por quase dois anos para poder passar umas merecidas férias no Nordeste brasileiro… duas semanas.

Duas semanas num hotel colônia, olhando aquela paisagem toda, aquelas gatas lindas, aquele mar de dar preguiça, aquelas duas morenas no hotel ao lado… hotel não, um verdadeiro cinco estrelas, só carrões, gente do dinheiro.

Que duas morenas! Bem parecidas, talvez irmãs, mas em suítes separadas, pois haviam machos com elas, um pra cada uma.

E que sorte a minha poder aproveitar a ausência dos rapazes, ou mesmo com a presença deles, para apreciar as duas circulando pela sacada ou, coisa mais louca, tomando sol, com aqueles micro biquínis, aquelas bundinhas… ah aquelas bundinhas!

Ou eu mudava de quarto, para o lado oposto do meu hotel, ou eu enlouquecia. E eu não tinha tirado férias para enlouquecer.

E para não enlouquecer e nem perder tempo, tomei uma decisão difícil, mas necessária… abandonei o meu ponto de observação, saí pra rua, para a praia, pedi uma caipirinha num quiosque, e logo recebi um olhar convidativo.

Não era nada parecido com qualquer uma daquelas duas gatinhas, nem chegava perto, parecia até ter um ou dois anos mais que eu, mas também não era coisa de se jogar fora… quer dizer, não era coisa, mas, sim, uma mulher bonita, de corpo gostoso, um olhar carente, pedinte.

Duas caipirinhas depois e ela já havia revelado que era do Sul e que estava viajando para espairar um pouco, mudar de ares. Na verdade, ela não revelou muita coisa, a não ser a sua clara intenção, vontade mesmo, de me levar para a cama… eu ou qualquer outro que estivesse ali bebendo alguma coisa.

Mas como ela revelou e pude também constatar, aquele era o seu primeiro dia por ali, tenho tudo para acreditar que fui o primeiro e, acredito também, o único, pois a mulher, cujo nome mantenho em segredo, não queria me largar mais… coisa de tara mesmo.

Começou me levando para a sua suíte ou, de verdade, para o seu paraíso vinte e sete estrelas, que não era nada mais nada menos que o hotel de luxo onde estavam aquelas duas ninicas mais lindas.

Esqueça as ninicas, eu me dizia, aproveite a mulher, o fogo da mulher.

E que fogo! Fogo e loucura. Parecia até que a dona, com seus 33 anos, fiquei sabendo, nunca tinha transado e que queria transar tudo num dia só. Isso mesmo! Se considerarmos as meninas que começam com doze, treze anos, a mulher tinha, no mínimo, vinte anos de atraso para tirar.

Certo que não era a sua primeira vez, apenas parecia ser. Descobri que é casada com um alto executivo de uma indústria alimentícia, mas que, conforme as suas próprias palavras, o homem é mais frio que os frangos congelados no frigorífico dele.

De franga ela não tinha nada ou, pelo menos, não queria ter naquele primeiro dia que passou comigo, no segundo dia que passou comigo… eu já quase nem tinha tempo de olhar as gurias lá do meu quarto.

E por falar em gurias, passei várias vezes por elas… elas em companhia dos seus felizes rapazes, eu com a mulher esfomeada.

Na verdade, e não sei como não notei isso antes, a mulher esfomeada e enciumada, que estava sempre num controle total, como se eu fosse uma propriedade dela, sempre que circulávamos ali pelo rico hotel onde elas três estavam hospedadas, ela tratava logo de desagarrar a minha mão e caminhar alguns passos à frente ou atrás.

Não quer ser vista em companhia de alguém, eu ficava pensando, mas não atinava com o verdadeiro motivo.

Cheguei a temer pelas consequências.

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