Rua dos Meninos… mistérios eróticos (Assine)

Rua dos Meninos… mistérios eróticos

Talita J. T. (1993)

Paraíso – São Paulo – SP

Aviso.

Nem tudo neste relato é ficção, e a Rua dos Meninos sempre foi, e continuará sendo, um grande mistério.

(…)

Terminando o meu curso de jornalismo, eu precisava fazer o meu TCC, isto é, o meu Trabalho de Conclusão de Curso, e depois de tanto pensar, procurando por um tema que pudesse ser interessante, acabei encontrando um que, além de interessante, foi muito gostoso de escrever, muito maravilhoso relembrar, e muito divino, mais que divino, reviver.

Só não pude apresentar o meu trabalho no final, mas…

Voltei àquele antigo colégio onde fiz as minhas últimas séries do Ensino Fundamental e todo o Ensino Médio, procurei por meninas que estudaram ali na mesma época que eu, ou antes ou depois, encontrei algumas delas, umas aceitaram falar, puderam falar, falaram com brilho nos olhos, outras se negaram se trancaram… entendi que tinham namorados, estavam casadas, por aí.

E procurei pela Rua dos Meninos ou, na verdade, pelos meninos, mas só encontrei um deles… e nem precisava encontrar outros mais.

Gabriela… a iniciação

A menina mais próxima, com quem eu mantinha algum contato, mesmo que de longe, foi a Gabriela, agora com quase 30 anos de idade, casada e com dois filhos.

Surpresa pelo meu pedido, e com um brilho no olhar e na voz, Gabriela me recebeu na sua casa num sábado à tarde, para falar das suas lembranças da Rua dos Meninos, me cobrando, é claro, fazendo eu jurar, total discrição.

Logo, Gabriela é um nome fictício, cuja dona me deu a seguinte entrevista, de modo bem informal.

– Conte-me, conte-me, conte-me. – brinquei com ela.

– Bom… meus pais mudaram de um apartamento para uma casa, que haviam adquirido, e me transferiram para aquele colégio, onde iniciei o Ensino Médio. Longe da turminha que até então eu conhecia, e nova ali no colégio, eu queria logo fazer amizade com as meninas mais mais…

– Meninas mais-mais? – perguntei, curiosa com a expressão.

– É… as meninas que me pareciam mais donas do pedaço. E nem sei por que eu quis assim, pois que eu era de uma timidez só, sem contar que nem ficar com os meninos direito eu conseguia, morria de vergonha, sei lá.

– Não muito diferente de mim… coisas da idade.

– Pois é! Mas, então, um dia, uma das meninas, a que eu achava a mais-mais de todas, perguntou se eu queria ir ao aniversário dela, na casa dela. Respondi que sim, mais que feliz, mas logo ela emendou que para ir ao seu aniversário eu precisava fazer parte do grupo dela. Respondi que era o que eu mais queria, e ela perguntou se seu já tinha ido alguma vez na Rua dos Meninos?

– E você já tinha ido?

– Claro que não! Eu nem fazia ideia de que rua era… e muito menos do que se fazia lá.

– Não mesmo? – brinquei.

– Mas… estou falando. E quer saber… eu nem mesmo fazia ideia dessas coisas.

– Que coisas?

– Vai dizer que não sabe… as coisas que as meninas iam fazer lá.

– Certo… perguntei de bobeira. Mas e então… o que aconteceu?

– Bom… a menina falou que para ir no aniversário dela eu precisava fazer parte da turminha dela, e que para fazer parte da turminha, primeiro eu tinha de ir na Rua dos Meninos… fazer a minha iniciação.

– Um ritual.

– E que ritual!

Rimos. Risos maliciosos, saudosos.

E ela continuou.

– Ela e as outras meninas marcaram um dia, depois da aula, falaram para eu ir de vestido vermelho ou, pelo menos, com estampas em vermelho e, se eu fosse virgem, totalmente virgem, que eu usasse uma calcinha branca.

– E você foi de calcinha branca? – voltei a brincar.

– Branquíssima, branquíssima! – ela respondeu, e depois acrescentou que teve de pedir para a mãe comprar o vestido, despertando nela a maior curiosidade.

– E você falou pra ela o porquê do vestido vermelho?

– Claro que não! Mesmo porque eu mesma não sabia direito, estava na maior curiosidade. Elas, as meninas, não me falavam nada… comecei a perguntar para outras meninas, elas também desconversavam, mas, mesmo assim, fui percebendo que tinha alguma coisa a ver com a minha iniciação sexual.

– E…?

– E me acendi com a ideia (risos)… só que eu não estava preparada… quer dizer, até já me sentia pronta para transar, mesmo que fosse só por transar, sem amor… entende?

– Claro que entendo! Também passei por essa fase de romantismo. Mas… você não se sentia preparada por que, então?

– E o medo de engravidar?

– Ah, sim!

– Tive de chegar no meu irmão mais velho, pedir para ele me arranjar umas camisinhas… ele teve de comprar, me entregou seis embalagens, e depois ficou me olhando de um jeito estranho… Nem vem! – eu estava pronta para falar, caso ele chegasse com ideias, mas ele não chegou.

– Sei… E você usou todas as camisinhas?

– Nenhuma. Você sabe muito bem que não era camisinha o que eu precisava.

– Só sei… mas eles tinham lá.

– Pois é… fui para a escola de vestido vermelho, reparei que todo mundo ficava me olhando… as camisinhas na bolsa, uma aflição desgraçada no peito, um monte de dúvidas, perguntas, uma ideia de que lá eu iria me deitar com um homem mais velho, e não com um menino…

– Mas se era Rua dos Meninos…

– Sim… mas eu não sabia direito disso, era tudo estranho para mim… acho que só a expectativa de transar, ter a minha primeira vez, era o que me impedia de voltar para casa correndo logo depois da aula e tirar aquele vestido vermelho… pois o vermelho era o sinal para todos ali de que era o meu dia.

– Nem todos. A maior parte das meninas e, praticamente, todos os meninos não sabiam do que acontecia naquelas ruazinhas atrás do colégio.

– Mas quem sabia, ficava me olhando, sorrindo disfarçado, fazendo comentários entre si… eu não via a hora de sumir daquele colégio e resolver logo a coisa.

– Resolver a coisa… (risos). Mas, e então… como é que a coisa foi resolvida?

– Oito meninos… um menino para cada menina que tinha ido lá, me acompanhado por aquelas ruas, me conduzido até uma das casas, até uma sala. Eu imaginava que cada menina iria com um menino, e não que fossem os oito só para mim.

– Oito só para você? Eu sempre fui com um só.

– Mas eu fui com oito, me fizeram ir com oito, logo na minha primeira vez. Quando vi, estavam todos pelados, uma das meninas organizando eles pelo tamanho do pinto, falando que eu ia começar do menor para o maior… mas ou eu estava nervosa e não enxergava nada ou eram todos do mesmo tamanho… enormes.

– Vai ver que pediram só meninos de talo grande, porque tinha meninos com pintos pequenos por lá também.

– Vai ver que sim.

– E então… resolveu a coisa?

– Resolveu (rindo). Me colocaram ajoelhada numa caminha, mandaram eu baixar a calcinha até o meio das coxas, depois erguer o vestido até a cintura, ficar de quatro, e logo um dos meninos se colocou em pé atrás de mim…

– O de pinto menor?

– Não sei. Já não falei que eu não estava vendo diferença alguma? Estava era apreensiva, até que aquela menina mais-mais falou para ele ir devagar que eu estava de calcinha branca.

– E ele foi devagar?

– Foi, mas não onde eu imaginei que seria. Eu ia falar que tinha camisinha na bolsa, mas, quando vi… quer dizer, quando senti, ele estava despejando um negócio meio gelado em mim… no meu rego. Despejou, despejou, depois encostou o pinto e começou a forçar, devagar…

– Foi-se um cuzinho…! (quase risos).

– Só foi. Quando vi… quando senti, já estava entrando…

– E doeu?

– Nem sei. Acho que na hora me deu até um alívio, pois o meu medo maior era de engravidar… e ali não tinha perigo, não é? Era estranho, mas não tinha perigo.

– Estranho?

– E não era? Eu já tinha imaginado mil coisas, mas nunca… nunca na bunda. Até sabia que isso acontecia, até conhecia uma menina que fazia. Ela morava no prédio onde antes eu morava, dizia que deixava o namoradinho comer, mas pelo que andei ouvindo, não era só o namoradinho quem comia… acho que até um dos porteiros do prédio, bem mais velho que ela…

– Ela ia adorar a Rua dos Meninos.

– Só ia… mas acho que nem precisava.

– Verdade… Mas e você… lá, de quatro, engatada…

– Engatada… (riso). E põe engatada nisso… o menino enfiou tudo…

– Até o saco.

– Até… ganhei duas bolas (mais risos). Mas ele enfiou, deixou parado um pouco, depois trouxe de volta, enfiou, trouxe de volta… quer que eu conte quantas vezes?

Mais risos.

– Não precisa… só me fala dos outros meninos.

– Bom… aquele menino foi e voltou, foi e voltou até que eu já estava meio mole, e então ele saiu e veio o segundo… aí eu descobri que já estava arrombada, pois entrou com a maior facilidade. Mas fui ficando mais mole, uma sensação estranha…

– Deliciosa!

– Mais que deliciosa, mas que me deixava cada vez mais mole… Até o terceiro menino eu ainda estava de quatro, depois já não aguentei mais e caí deitada, depois fiquei de lado… No último, as meninas queriam que eu ficasse por cima, sentada nele… mas eu estava tão fraca que mal conseguia sentar na cama, falei que não aguentava mais, pedi para parar, e me atenderam. Os meninos se foram, ficou só um, acho que era o dono da casa. Ele me serviu um copo de leite, bebi, consegui me arrumar, levantar a calcinha… Eu só queria dormir, mas precisávamos ir embora e elas, praticamente, me carregaram pela rua… falavam que eu estava bêbada, riam de mim, e diziam que eu já era membro da turminha delas.

– E então, depois desse dia, nunca mais…

– Com oito (riso), nunca mais. Imagina onde eu ia ficar arranjando dinheiro para pagar oitos meninos toda semana!

– Toda semana?

– Quase… mas era sempre com um só e, vez ou outra, com dois.

– Menina gulosa (risos). Nunca fui com mais de um.

– Não sabe o que perdeu.

Risos e mais risos, outros comentários, outros assuntos, e eu só tinha mais uma perguntinha.

– Escuta… e quando você começou a namorar… continuou indo lá?

– E não ia? Só parei quando eu já estava na faculdade… aquelas ruas começaram a ficar diferentes, um pessoal meio estranho, esquisito… eu já não me sentia segura.

– Igual aconteceu comigo.

Encerramos a entrevista, partimos para outros assuntos, mas ela tinha ainda uma última e valiosa informação… a de uma menina (agora moça, também) que tinha sido levada à Rua dos Meninos pela própria mãe.

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