I am Írian… a russian girl (UM SUPER CONTO -Assine)

I am Írian… a russian girl

Írian Y. U. (1999) – São Paulo – SP

Transcrito por Anna Riglane

Meu nome é Írian, sou uma russinha…  ou uma russian girl, como me disse o meu primeiro amiguinho.*

Na verdade, sou bem brasileira, pois meus avós é que vieram lá da Rússia, ainda nos tempos em que era União Soviética, e trouxeram juntos os meus pais, um casal de primos de primeiro grau que, conforme dizem, nasceram grudados um no outro e, aqui no Brasil, geraram três filhos: eu e um casal de gêmeos, todos russinhos.

Mas se herdamos as características físicas dos eslavos, o mesmo não aconteceu com a nossa educação, a nossa formação… pelo menos eu não herdei.

Desde cedo fui colocada numa das escolas mais tradicionais e tradicionalista da cidade de São Paulo e, para não ficar explicando muita coisa, basta eu dizer que só dei o meu primeiro beijo às vésperas de fazer 17 anos, e que só tive a minha primeira relação sexual depois dos 18, com o meu, então, namorado… o mesmo do beijo.

Relação sexual… que palavrão!

E mais, era para ter acontecido somente depois de casados, na lua de mel.

Lua de mel…

E pensar que meus pais nem casados são, e que a minha mãe já liberava bem antes, mas muito antes mesmo, dos 14 anos. Nem sei como nasci só quando ela já chegava aos 20.

Meu futuro ex noivo-marido não era muito diferente de mim, pois estudava no mesmo colégio, na mesma classe, trocávamos olhares fazia anos, mas só perto da festa de encerramento do ensino médio, nos ensaios para o baile, é que ele tomou a iniciativa.

Na verdade, ele não tomou nada… nós é que tomamos uma pequena dose de vodca, servida às escondidas pelo meu avô, num dia em que ele, o menino, me acompanhou até em casa.

– Balalaica! – teria dito o meu avô, como ele sempre dizia, se soubesse que o menino e eu já havíamos chegados meio inebriados pelos contatos dos nossos corpos durante os ensaios de dança e que ficamos inebriados e meio depois da bebida.

– Balalaica! – ele teria dito se nos visse aos beijos no portão… se é que não viu, que não ficou observando, pois de todos da minha família, era o que se mostrava mais entusiasmado com as minhas conquistas amorosas.

Conquistas amorosas…

Um único menino, um beijo tardio, uma relação sexual mais tardia ainda… e o caso é que para mim estava tudo bem, tudo ótimo, eu achava que devia ser assim mesmo, até cheguei a me condenar um pouco por apressar as coisas antes do casamento.

Mas aí veio a faculdade, fui para a faculdade.

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