É só o homem que não presta, é? (Leia)

É só o homem que não presta, é?

Muriel B. (1992) – Goiânia – GO

Transcrito por Anna Riglane

 

É só o homem que não prestaFazia algum tempo já que eu vinha cumprindo uma rotina sexual, digamos, satisfatória. Havia conhecido uma moreninha bem bonitinha e gostosinha que, trabalhando ao meu lado, logo se tornou objeto dos meus desejos.

E deu tudo certo, pois ela estava em vias de separar do marido, só falava dele, só se lamentava… e antes mesmo da separação a gente já estava se juntando, num motel a meio caminho entre o nosso trabalho e a sua casa.

Adorável menina na cama! Não era, assim, aquela expressão de putaria, mas demonstrava querer aprender tudo, fazer tudo. Contou-me que antes do marido só havia conhecido um outro menino, ainda na adolescência, e que, então, com 28 anos de idade, quatro menos que eu, suas experiências não eram lá essas coisas.

 – Vamos aprender juntos, fazer tudo juntos. – eu dizia a ela, primeiro naquele motel, geralmente às sextas-feiras, e depois na sua casa… quer dizer, no pequeno quarto, sala e cozinha onde ela foi morar com o filho pequeno após a separação.

Logo estava estabelecida a rotina… do trabalho já íamos direto para a sua casa, na sexta-feira à noite, e de lá só saíamos na segunda-feira de manhã, de volta ao trabalho. Só variávamos o trajeto para pegar ou então deixar o filho na casa da mãe dela ou do pai dele, em finais de semanas alternados.

Quer dizer, tínhamos todos os finais de semanas livres para trocarmos as nossas experiências, aprender tudo, fazer tudo, inclusive na sua bundinha, coisa que ela logo demonstrou imenso gosto, do tipo sentar em cima, cavalgar.

Mas, após alguns meses nessa rotina, comecei a desconfiar das coisas, depois de ouvir meio que por cima uma conversinha dela com outra colega de serviço. Desconfiei, e logo confirmei, fazendo voos rasantes pela rua da sua casa, que eu não era o único visitante, pois nas noites de segunda a quinta, quando ela, supostamente, estaria em casa apenas com o filho, havia outro fazendo incursões por ali… breves visitas, não mais que uma hora ou hora e meia, de um sujeito de carro ou, em outras vezes, de moto.

Ou seriam dois sujeitos? Não consegui apurar direito e tampouco fiz questão de apurar. Não ia perder mais tempo com isso, pois me bastava saber que não era o único e que eu devia mesmo era aproveitar os finais de semana, comer tanto quanto eu podia, fazer com ela tudo o que tinha direito, e só. Ela que se divertisse também com seu outro, ou seus outros amiguinhos. Afinal, eu também não sou nenhum santo, também tenho minhas outras amiguinhas.

Mas encontrar a cueca de um outro debaixo da cama também não… não é!?

E foi aí que quase acabou essa história e começou a segunda, quando, na madrugada de uma sexta-feira para sábado, ao tatear meio no escuro procurando por uma toalha molhada que era sempre colocada ao lado da cama para uma limpadinha básica, depois de uma sessão de sexo anal… acabei enchendo a mão com algo que eu jamais imaginei fosse pegar algum dia… a cueca de outro macho.

Resultado, abandonei a luta pela metade, na verdade quase no começo ainda. Passava um pouco da meia noite, quando peguei o meu carro e dirigi para casa. Mas fui parado no meio do caminho, por nada mais nada menos que a minha amiga Jaciane.

Super agradecida aos deuses por ter-me enviado ao seu encontro, ela me explicava que o Gustavo, seu marido, vinha dirigindo jamais bêbado que gambá, quando não aguentou mais e capotou ao volante.

– Já fiz de tudo para acordá-lo, mas não tem jeito, nem consigo tirar ele do lugar… sozinha eu não consigo. Você me ajuda a colocar ele no banco de trás para que eu possa dirigir?

Não só ajudei, como ainda a acompanhei com o meu cardo, até que ela entrasse na sua garagem, e ainda me prontifiquei a ajudar a levar até o quarto.

– Isso não. Ele vai dormir é aí mesmo. Não é a primeira vez, sabe? Ele fez de propósito, novamente. Encheu a cara só para a gente não ir…

– Não ir…?

– Nada. Deixa pra lá. A gente estava no restaurante, depois íamos…

– Iam… onde é que vocês iam?

– Tá bom… vou falar. É que, depois de séculos, consegui convencê-lo a irmos no swing… numa casa de swing… você sabe, essas baladas liberais.

– Sim, eu sei… e vocês foram?

– Fomos de que jeito? Não tô falando que é a terceira vez, já, que a gente sai para ir lá, mas ele sempre enche a cara antes… ele bebe de propósito, só para não ficarmos lá, só para não me dar uma chance… Ah, mas se eu encontrasse um homem agora, iria transar aqui mesmo, na frente dele!

– Como é que é?

– Estou falando que… Espere aí! Estou falando um homem, um estranho, você é meu amigo e…

E alguns minutos depois a gente já tinha se beijado e se apertado o bastante para deixarmos a garagem, passar os pela sala e subir as escadas para o quarto, deixando um rastro de roupas pelo chão. Minha cueca caiu ainda no corredor, a calcinha dela no vão da porta do quarto.

A primeira transa, bem ao estilo papai e mamãe, foi sem fala alguma, apenas uma loucura só de penetração, abraço com as pernas, gemidos, unhadas, gritos.

A segunda transa não foi muito diferente, exceto na posição, agora com ela por cima, rebolando gostoso o quadril, subindo e descendo o corpo.

Entre a segunda e a terceira tivemos um pequeno descanso e alguma conversa, quando então ela me explicou que sempre sentiu vontade de experimentar outros homens, mas que nunca quis trair o Gustavo… queria que fosse com o conhecimento e o consentimento dele. Por isso o havia convencido a ir numa casa de swing, onde ela pudesse transar com outros e ele com outras.

– Mas ele sempre bebe e capota antes. – ela falou.

– Será que capota mesmo ou só finge? – perguntei.

Essa ideia nos deu um certo medo, pois, de repente, ele poderia irromper no quarto a dentro e… eu nem quis imaginar. Tratei de acabar meio rapidinho, ela também acelerou, e logo já estávamos fazendo o caminho de volta, juntando e vestindo as nossas roupas… E não esqueci da cueca, pois vai que o homem a encontrasse no corredor.

Mas ele não tinha condições de encontrar nada, ainda não. Continuava lá, estiradão no banco de trás do carro, agora todo vomitado.

Rumei para casa e cheguei já ia o sol alto, meus pais, minha irmã mais nova e o meu cunhado estranharam eu não ter passado o final de semana na casa da Joyce, como já era costume, perguntaram se havíamos brigado, falei que não, que estava tudo bem, e tratei de ir dormir.

Dormi pensando em como as mulheres de hoje em dia são…

Deixa pra lá.

 


Encontre mais contos eróticos da Anna Riglane também na

amazon

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s