Hilda Pensativa – Caso(s) 04, 11, 23… (Leia)

Hilda Pensativa – Caso(s) 04, 11, 23…

Não sei porque me batizaram como Hilda, um nome tão antigo e fora de moda. Tem um menino (o que mais me come) que diz que devia ser Hilda Dá, mas é pura maldade dele, porque não dou tanto assim. Tenho alguns casinhos apenas, vou contar, e vocês decidem se sou ou se não sou.

Em tempo: Tem outro menino que me chama de Hilda Pensativa… gostei, e um dia eu explico.


Meu namorado com medo de cobra há há

Ágata F. (2002) – Birigui – SP***

Transcrito por Anna Riglane

Gente… estou contando essa(s) minha(s) aventura(s) meio humoradamente, mas a verdade é que acho uma tremenda sacanagem o que fiz com o meu namorado, se ele descobre, é capaz de me costurar a xana. E bem que mereço. Mereço e, por isso, prometo, mas prometo mesmo, não fazer nunca mais.

Eu nunca tinha vivido uma aventura sexual bem aventura mesmo, até viajar com o meu namorado para a minha terra natal… duas semanas de férias, nós dois por lá, livres, leves e soltos, mas ele, que nunca tinha viajado para o interior, morrendo de medo de cobras.

Eu querendo cobra e ele com medo de cobra, há, há!

Cumpre informar que ele é o meu primeiro e único namorado e também o primeiro e único… quer dizer, é aí que a cobra entra.

Tudo começou quando eu ainda morava no interior e tinha um primo sem vergonha que me comia de mentirinha. A gente ia brincar na cachoeira, ficava pelados no rio, ele deitava por cima de mim, como se fosse o marido, mas nunca enfiava, a não ser algumas vezes em que brincamos de vaquinha e ele enfiou… atrás.

Acho que eu era tão sem vergonha quanto ele, pois adorava ficar pelada, e adorava essas brincadeiras, até mesmo quando ele enfiava atrás e doía um pouquinho. E só deixei de brincar quando me mudei com a família para São Paulo, onde logo arranjei um namorado na escola, que não deu nada certo, e logo depois comecei a namorar com ele, o meu grande love… e logo depois também ele me fez mulher, quase me engravidou, foi um susto danado, mas desde então, estamos juntos, sempre juntos.

E eu queria estar junto com ele lá na cachoeira, ficar peladinha no rio, deitar na relva, ele ficar em cima de mim… Só que os tios e os primos logo espalharam um boato de que havia muitas cobras naquela parte do rio, inclusive uma sucuri enorme, e o bobinho não quis nem saber de ir lá comigo.

Fui sozinha.

E aí o meu namorado deixou de ser bobinho para ser bobão.

Isso porque fui para cachoeira sozinha, mas logo eu tinha companhia. Vi alguém se aproximando pela outra margem, fiquei um tanto apreensiva, nem tirei a roupa, e quando vi era o primo, aquele de outros tempos, que tinha disfarçado, dado uma volta enorme pelo outro lado da propriedade e…

Tirei a roupa.

Quer dizer, tirei só o necessário e não foi logo no começo, não.

No começo foram só umas aproximações, passadinhas de mãos nos braços, abraços, uma pegada firme na zona de conflito…

– Aí, primo! Não mexe aí não, a gente não pode.

– Pode sim, igual naqueles tempos.

– Mas eu tenho namorado e…

– Ele não precisa ficar sabendo… quem manda ele ter medo de cobra!

– Mas eu não trouxe camisinha.

– E você acha que eu não ia trazer? Olha aqui, um monte.

Quem manda o meu namorado ter medo de cobra, pensei… quer dizer, nem pensei, pois nessas alturas, com a mão e os dedos do primo praticando piano na minha xana… eu estava mais era querendo cobra.

E quanta cobra eu tive!

Uma primeira, muito alucinada, no papai e mamãe, eu deitada na relva, gozando duas vezes quase que ao mesmo tempo.

Uma segunda, numa cavalgada tresloucada, gozado tudo o que eu tinha direito,

E uma terceira, de quatro, para lembrar os velhos tempos.

Só que o primo queria lembrar mesmo, nos detalhes.

– Olha o que mais eu trouxe, prima. – ele falou, me mostrando um tudo de gel.

– Nunca mais fiz isso, primo.

– Não? Então vai fazer agora.

Voltamos para a sede da propriedade já começava a escurecer. Só que voltamos por lugares diferentes, eu cheguei primeiro, meu namorado estava na varanda, preocupado.

– É que eu estava esperando escurecer para ver se é verdade mesmo que tem muita cobra por lá. – dei a desculpa.

– Você é louca? Eu aqui morrendo de preocupação, e você procurando cobra!

– Você tem medo de cobra? – perguntou a minha tia, entrando na conversa. – A Ágata não tem medo, não, ela até gosta.

– Como que alguém pode gostar de cobra? E o perigo…? – ele falou.

– Fica tranquilo, rapaz, o tipo de cobra que tem lá não oferece perigo, não. – falou a tia.

Eu não sabia se ria ou se me preocupava, com medo que a tia desse um fora e me entregasse.

Mas como deu tudo certo, como ele não desconfiou de nada, e como logo o primo também chegou, com aquela cara de sem vergonha… contei que tinha ido na cachoeira e que pretendia voltar lá no dia seguinte.

No dia seguinte.

No dia seguinte.

No dia seguinte…


*** Hilda Pensativa – Maringá – PR

Entenderam?

Bom… quem anda lendo as minhas outras histórias, por certo que entendeu.

Mas, entendendo ou não, a verdade da história que acabo de contar é que ando visitando umas tias que eu tenho lá em Alvorada do Sul, sendo que uma delas mora na beira da represa de Capivara e é mãe de um primo que… que em outros tempos fazia coisas (in)devidas comigo num certo riacho a meio caminho entre essa bonita cidade e a cidade de Primeiro de Maio.

O caso é que o riacho ainda está lá, a cachoeira também, minha tia ainda mora lá, o meu primo também… e a verdade é que inventei toda essa história, até mudei de nome, só para dizer que, de vez em quando, falo que quero ir visitar a minha tia, meu namorado fala que não quer ir porque não gosta de ficar no sítio, e então… o primo gosta, mora lá…

O resto… quer dizer, o tudo, segue como contado acima.

Até a próxima… visita à casa da tia.

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