Minhas duas meninas (Leia)

Minhas duas meninas

Ivone M. M. T. (1980) – Capão Redondo – São Paulo – SP

Transcrito por Anna Riglane

minhas duas meninasExistem coisas, desejos, sonhos que cada pessoa pode carregar por toda vida sem nunca chegar nem próximo de alcançar, realizar. Sempre refleti muito sobre isso e posso concluir que não acontece apenas comigo. E a razão para isso são as convenções sociais, os conceitos e os preconceitos, os arquétipos de conduta que devemos seguir para sermos socialmente aceitos ou, na verdade, para não sermos excluídos.

Talvez, contando a minha história, eu me faça entender.

Quando bem menina, nas minhas primeiras paixões, vivi um desejo intenso de namorar uma menina da minha classe, com a mesma idade e muito parecida fisicamente comigo. Éramos parecidas também no comportamento, ambos um tanto tímidas, meio fechadas, bem diferentes de outras meninas que eram mais extrovertidas, mais atiradas com os meninos… mais sapecas.

Tínhamos nossas aprontações também, nossos meninos, chegamos a ficar as duas com um mesmo menino ao mesmo tempo, num mesmo momento, mas, com certeza esse era mais um exemplo dos arquétipos sociais, pois como meninas tínhamos de ter, naturalmente, interesses por meninos. E era atividade mais comuns as meninas todas ficarem atiçando, empurrando mesmo, meninos e meninas para que trocassem beijos, que era o nosso namoro na época… quer dizer, na nossa idade.

Aconteceu então que já haviam me empurrado contra, ou a favor, a um certo menino, eu já havia ficado com ele, coisa que também já havia acontecido com a menina que eu desejava. Sabendo desses nossos beijos, mas sem saber da minha paixão, as meninas aproveitaram uma festinha para inventar uma brincadeira de ficarmos em trios, sempre duas meninas com um menino.

E trancaram a nós três num quarto quase escuro.

Não falamos nada, não protestamos e muito menos nos recusamos, pois se nos recusássemos era certo que seríamos motivos de chacotas e até desprezo.

Mas eu tinha uma razão a mais para não recusar. Era a minha grande oportunidade de beijar a menina… pelo menos beijar. E aproveitei a oportunidade ou quase.

O menino, claro, ficou feliz da vida, logo me beijou, beijou a menina, me beijou novamente… o revezamento foi ficando mais rápido e nossas bocas já se mantinham próximas… a boca da menina tão próxima à minha, eu vibrava, sentia uma ebulição por dentro, por todo a corpo… até que puxei a cabeça da menina e fiz grudar nossos lábios.

Foi a pior coisa que fiz na minha vida.

A menina me repudiou de imediato, afastou e manteve o rosto afastado, e até a sua mão, que estava na minha cintura, ela recuou. Senti uma tristeza de morrer, acabei indo embora mais cedo da festinha, voltei para casa sozinha, e chorei… eu tinha estragado tudo.

Nos dias seguintes pensei em falar com ela, mas não tive coragem, nunca tive. Continuamos amigas, nada parecia ter mudado entre a gente, mas só quando estávamos em turma, pois sozinhas ela nunca mais me deu chance de ficarmos.

O meu desejo virou fantasia e por anos e anos, isso mesmo, anos e anos, me vi namorando a menina, brincando com os seus seios, acariciando o seu sexo, fazendo ela ter prazer, e tendo prazer com ela. Eu mais dava do que recebia.

Parecia que pouco me importavam os meninos com quem eu ficava, quem eu namorava, a minha primeira vez, os meninos com quem transei, poucos na verdade… a ideia, a vontade, o sonho de transar com aquela menina não se desfazia, mesmo que a distância entre nós, por contingências da vida, fosse se tornando cada vez maior.

Acho que só comecei a esquecê-la, se é que algum dia esqueci, quando comecei um namoro mais sério, veio o casamento, uma filha, um filho…

Mas veio a separação, o amor da minha filha a viver comigo, o filho indo morar com o pai, as noites de solidão, os pensamentos voltando e revoando as minhas fantasias… por onde andaria aquela menina, agora mulher, como eu?

(…)

Minha filha trouxe mais uma vez aquela sua amiga da faculdade para pousar em casa, depois de uma festinha num bar em que fui buscá-las.

Estive no quarto com elas, terminando de ouvir o que elas haviam começado ainda no carro, sobre suas aventuras de mocinhas em pleno vigor sexual.

Uma havia ficado com um menino, outra havia paquerado o outro, mas não rolou nada, teve um casal que brigou porque a menina saiu de beijos com outro… eu ouvia, sempre ouvi, com muito interesse essas suas histórias.

Depois, dei-lhes doces beijos de boa noite, deixei-as no quarto e fui para o meu quarto, dormir.

Dormir?

Coisas mexiam com a minha cabeça, não conseguia pegar no sono e nem tampouco deixar de continuar vendo a imagem das duas meninas se desfazendo das roupas… as duas meninas nuas, quase nuas, no seus trajes de dormir.

Rolei na cama com a imagem daquelas duas criaturas na cabeça, até que no dia seguinte fui acordá-las, pois a outra precisa ir cedo para casa a pedido de seus pais.

Não resisti em puxar o lençol e apreciar aqueles dois corpinhos nus, estavam nuas, suas vestes haviam desaparecido durante a noite, estavam espelhadas pelo chão do quarto.

Uma de bruços, outra de costa. Entrei em ebulição, pensei em fazer uma loucura… fiz uma loucura.

Despi-me, coloquei-me no meio delas, acariciei suas pernas, suas coxas, seus sexos. Duas xoxotinhas ainda quentes, cheinhas de tesão… as duas em minhas mãos, molhadas, pulsando.

Minha filha acordou primeiro.

E de imediato me veio o desejo de desaparecer por debaixo da cama, para qualquer lugar.

Mas foi de imediato também que fiz uso da minha autoridade de mãe… ordenei que ficasse quieta, que deixasse eu brincar.

Seu sorriso de consentimento foi a coisa mais linda que já me aconteceu.

Seus gemidos acordou a outra, de bruços, e tive de ser autoritária também, acariciar suas nádegas, abrir espaço entre as suas coxas, e alcançar a sua xoxota já se molhando.

Que delícia!

Nem consigo descrever como eu me sentia masturbando as duas, brincando com o dedo em suas carnes molhadas, até que prenunciaram o gozo.

– Gozem! Gozem gostoso! – eu dizia, enquanto sentia em minhas mãos, pela vibração de seus corpinhos, o orgasmo de cada uma delas, primeiro o da minha filha, que agarrou-se aos meus seios para gozar, depois o da amiga, que escondeu o rosto no travesseiro, gemendo alucinada.

Parei… não tirei as mãos, mas parei, sei que nós mulheres precisamos de um tempo após um orgasmo provocado pela masturbação. Parei e esperei, verdade é que nem sabia o que fazer, talvez me sentisse envergonhada.

Mas o esforço da amiga da minha filha em girar o corpo para ficar em posição de me beijar os seios, tocar a minha xoxota, a minha filha fazendo o mesmo…

A menina que devia ter ido cedo para casa acabou passando o resto do dia com a gente, minha filha contava das suas preferências com meninos e com meninas, a amiga dizia só gostar e meninas… e eu pude então falar da minha grande paixão de adolescente, da menina que tanto amei, que tanto desejei.

– Procura por ela, mãe.

– Pra que, filha… pra quê?

Eu tinha novas paixões.


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